Elefante branco

Há um elefante branco na paisagem.
Petrificado, ao longe,
como gelo na sua magnitude,
é visível até aos olhos mais distraídos.
Incrustado por entre árvores de seu tom verde,
é uma miragem de textura lisa e atemporal.

Há pessoas plantadas na praça.
Olhos cálidos para quem, talvez,
o elefante branco não chegue nunca a ser nem uma miragem.
Com o tempo, o desejo dá lugar à espera.
Pausados, talvez vivam da magnitude
inerente à dignidade e à sobrevivência.

Back to top