Faina

A noite caiu e apanhou-te desprevenido no teu querer. A chuva e o vento acabam de limpar os resquícios da faina ainda espargidos no chão. Com a luz na cabeça esquivas obstáculos e preparas o amanhã. A subsistência é o motor vital que realiza por ti gestos que transformas em meditação. Os músculos cansados do corpo engrandecido e trabalhador de secretária fazem-se notar, doridos. Admiro-te e admiro o trabalho feito com as próprias mãos. Contigo aprendi alguns dos mais necessários sustentos para a vida. Só queria dizer obrigada.

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