Abro a janela nesta noite quente. Uma parafernália de luz e som instala-se neste quadro. Estás deitado na cama e tens sono, por isso não vês. Perguntas-me se é bonito. Não sei, está a acontecer atrás das árvores. O calor adiou o fogo. Até uma segunda pode ser dia de fogos. Há coisas que não se podem adiar. Um. Dois. Três. Silêncio e respiração pesada.