Atravessam-se no caminho ondas douradas povoadas por sóis reverentes. Rolam pelo asfalto quente e infinito, brisas velozes em direcção ao seu destino. Micro universos plasmados neste deserto peninsular, são oásis de cor e vida. Escoam vales secos por entre gigantes quase verdes. O tempo arrasta-se ao ritmo de um corpo cansado. Hoje por hoje percorremos o nosso caminho, juntos. Os saramagos ficam para trás e deixam saudade de coisas tão familiares quanto desconhecidas. Lugares recônditos derretem e esmorecem, frondosos, dentro do peito latente. Chegamos?