Horas extraordinárias

Invisível, o manto cai nas horas e, tropeçando, tentamos erguer na sua dignidade o caminho turvo.
As horas também caem, extraordinárias, com aroma a excepção, lentidão e dever. Companheiras do isolamento, são horas que nos arrastam inevitavelmente no destino de roleta russa. As ruas, desconfiadas, cheiram a um inimigo invisível – mas não imaginário – que veio para ficar. E porque gostas deves ficar longe.
O manto, esse cabrão, invadiu mundos anti-sépticos, levou cheiros e tudo ficou a saber a nada. Onde é que isso nos deixa?

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