Pilar dos dias

Há dias que não acabam, há dias em que o sono não vem. Há dias que se difuminam lentamente noutros dias e os sonhos são roubados. Há semanas que são dias, baralhando o calendário da razão humana. E quando finalmente o sono chega, o sol não deu lugar à lua e os galos há horas – ou serão anos? – que deixaram de cantar. A tua cara é o pilar que conduz os dias, que me livra da loucura de não saber quem, quando e onde sou. Mudo e surdo ao cântico monótono do sono, anseio um dia cantá-lo contigo em uníssono. Quero sonhar-te sabendo que estarás ao acordar.

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