Quem é aquela à minha frente? Pode ver-me? Se sim, o que acontece? Pode ela ser ou estar no meu futuro? A que distância é o futuro? Alguma vez mudarei? Por que deveria desejar uma outra versão de mim no futuro? O que há de errado no presente? No futuro, andarei cuidadosamente, como se todo o chão fosse sagrado? Porque é que estas pétalas não parecem envelhecer ou morrer? Sou como elas? A minha mente é como este vidro turvo? A minha presença está a mudar algo nesta sala? O que é que o meu passado quer de mim? Sinto a sua presença nas minhas costas. Posso alcançar o futuro? Amo o meu passado, o meu presente e o meu futuro? Eles existem sequer? Quão longe estão? Quão longe está o meu amor? Suspeito do meu futuro, o que acontece se eu não olhar? Devo avisar o meu passado sobre o meu futuro? Faz alguma diferença? O meu futuro é como esta parede branca. Vejo um bom futuro, mas e o caminho? Devo continuar, devo mudar? Qual é o caminho para conhecer o futuro? Está feito de linhas retas e afiadas ou de curvas redondas e agradáveis? Tu no espelho. Tu és bem vinda. Eu lembro-me. Agora estou numa sala sem referências de tempo, onde as únicas coisas que existem são as marcas da minha presença. Sinto presenças que passam sussurrando. Conectamo-nos através de sons. O que é este som? É brusco ou abraça? O som faz-me continuar. O que é que eles têm a ver com o meu futuro? O que é que estas árvores e nuvens e pássaros e paredes e luzes têm a ver com o meu futuro? Quem escolho ser? O que é importante? O que é a vida? O que é a morte? O que é que o que estou a fazer aqui tem a ver com a vida e a morte? O que que é que qualquer coisa tem a ver com a vida e a morte? Existe algum mistério? Há algum encontro enquanto estou aqui? Existe esperança? Quanta dor ainda devo esperar? Quanta alegria? Quero realmente conhecer o meu futuro? Qual é o tempo das coisas invisíveis? Passado, presente ou futuro?

(Sobre a participação na performance You Who Will In No Other Way de Circumstance. Nota: originalmente escrito em inglês)