Erm

2016

Dança / Espectáculo

Erm. Um olhar ao desastre humano e um corpo que se expande em busca de equilíbrio.

40′ Fora de circulação

“E no entanto, na humildade do desastre, uma flor nova irrompe — nova. Como a primeira flor ao vento sobre a face da Terra. Porque nós estamos vivos e toda a grandeza assim se nos mantém. Estamos vivos, sabemo-lo. O facho de luz que de nós se projecta, a nós regressa e ilumina — ilumina o que não desejamos destruir.”
Vergílio Ferreira in Invocação ao Meu Corpo

Sobre

Sinose

Lugar deserto. Longínquo. Inabitado. Onde o nada floresce e a vida se encontra, solitária. Trespassados e engolidos pela brutalidade de uma sociedade que não para de crescer, escasseiam lugares ermos. Escasseia espaço. Escasseia tempo. Erm fala do desastre humano e de como nos posicionamos perante este, numa tentativa de encontrar um equilíbrio. Fala da responsabilidade para com o meio que nos rodeia, para com as gerações presentes e futuras e do que queremos cuidar e não destruir. Fala no feminino. É ancestral e atemporal.

Ficha técnica e artística

Criação, interpretação, desenho de luz, fotografia e vídeo

Teresa Santos

Música original

Jordina Millà

Olhar externo, desenho de luz e operação

Dídac Gilabert

Fotografia de cena

Nuno Leites

Co-produção

Teresa Santos / Companhia Ao Vento

Apresentações

Cal Comabella (2016)
FIS Festival (2016)

Teresa Santos
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